Absurdo total: Vender perfume de forma legitima é piramide?

A notícia mais absurda dos últimos anos no segmento de Venda Direta e MMN foi publicada ontem.

O promotor de Justiça Marcelo Mendroni ofereceu denúncia por lavagem de dinheiro contra sete pessoas ligadas ao grupo UP Essências, que vende produtos cosméticos e, especialmente, perfumes. Todos são acusados de movimentar dezenas de milhões de reais em um esquema de pirâmide em prejuízo dos investidores.

Segundo o promotor, “criaram e dividiram sociedades em empresas destinadas à prática de ‘pirâmide financeira’”.

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O desconhecimento, o despreparo, a leviandade, o equívoco é tão grande, que esta visão deturpada, não é contra a UP e sim de todas as empresas que vbendem perfumes ou qualquer outro produto.

Desde quando centro de distribuição ou Franquia é fonte de lavagem de dinheiro.

A denúncia é totalmente equivocada.

Apesar de Mendroni ser um veterano promotor do Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos (Gedec), braço do Ministério Público de São Paulo. Em 25 páginas, ele descreve como os investigados ergueram uma pirâmide de milhões.

“Atraíram pessoas para trabalhar para eles, com a falsa ideia de lucro fácil em supostos planos de carreira, na qual estas pessoas seriam ‘consultores’ e/ou ‘investidores’, estimulados a vender seus produtos, quase inexistentes no mercado, e empregar dinheiro nos projetos empresariais que alardeavam como ‘investimentos’”, explica.

Mendroni afirma que o “dinheiro que os denunciados arrecadaram eram movimentados em contas pessoais e das empresas criadas, além de aplicados em mercados de seguros”. “Assim, dissimulavam aquela origem, disposição, movimentação e propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta e/ou indiretamente, daquela infração penal”.

Uma das empresas criadas pelos acusados foi alvo de comunicações de operações financeiras do Conselho de Atividades FInanceiras com valor associado de R$20,1 milhões entre janeiro e março de 2015, sendo que, desse total, R$11 milhões são referentes a operações em espécie’.

Outra empresa teria girado R$ 52 milhões em sua conta. Somente em três anos, outra empresa movimentou R$ 35,8 milhões, dos quais R$ 22 milhões representam operações em espécie.

Um dos donos das empresas de fachada e apontado como líder da UP, Clarel Lopes dos Santos chegou a resgatar R$ 16 milhões de planos de previdência e movimentar R$ 7,2 milhões em espécie.

O promotor explica que a Up tem uma linha de cosméticos, com destaque para os perfumes, e os “investidores” dela atuam como revendedores da marca. Eles são obrigados a adquirir o material de demonstração e comprar mensalmente uma determinada quantidade de produtos.

Segundo o promotor, “de acordo com o seu desempenho, o revendedor vai galgando posições na escala do plano de carreira que a empresa estabelece: 1- Consultor; 2- Empreendedor; 3- Star; 4- Star Plus; 5- Executivo; 6- Executivo Sênior; 7- Gran Executivo; 8- Elite; 9- Elite Emerald; 10- Elite Diamond; 11- Gran Elite; 12- Royal”.

“O plano de carreira deixa evidente que esse desempenho pode ser expressivamente melhorado com o recrutamento de novos revendedores (denominado pela empresa de “patrocínio”), os quais passam a constituir uma rede. Assim, o revendedor lucra com as vendas que realiza e também recebe porcentual das vendas feitas pelos revendedores que recrutou”, afirma.

Grande repercussão é esperada a partir de hoje, em função desta Denúncia.

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