Group Winners – Criador da pirâmide se apresenta à Polícia Civil

Investigado por lesar pessoas de todo o país, o golpe pode ter chegado a R$ 2 milhões.

Leandro Ribeiro Baltazar, acusado de criar uma pirâmide financeira se apresentou na quinta-feira (12) à Polícia Civil de Araranguá, no Sul do estado. Conforme a investigação, por meio de um site, ele pode ter ficado com mais R$ 2 milhões de investidores. Até a sexta (13), 30 boletins de ocorrência de vítimas de 6 estados foram recebidos.

O suspeito pode responder por estelionato. Em depoimento, disse ter 1,5 mil clientes.

O site, criado há dois anos, prometia 25% de retorno financeiro mensal a investidores com aplicações de R$ 40,00 até R$ 8 mil. A justificativa para esse alto retorno do investimento, seria aplicações em ações de empresas na bolsa de nova York e Bitcoins (moeda digital). A Polícia Civil ainda não sabe quantas pessoas investiram e não receberam nada em troca.

Outras pessoas, postaram em suas redes sociais, acusando-o de estelionatário, afirmando que mais de duas mil pessoas foram lesadas. Um grupo de WhatsApp foi criado pelas vítimas com intuito de trocar informações que leve à resolução do problema. Conforme consta, um boletim de ocorrência foi registrado na cidade de Curitiba/PR, onde uma vítima denuncia o possível golpe, alegando ter perdido aproximadamente R$ 10 mil. Outra vítima relata que utilizou a poupança do avô para o investimento.

No YouTube, há vídeos de Leandro explicando como o negócio funcionava. Aparentando ser um empresário de sucesso, dono de três empresas (site Festa Vip,Gráfica Mix e agência Caça Talentos), com promessas de retorno financeiro de até 25% ao mês, o acusado convencia os investidores.

Em Santa Catarina, somente uma pessoa, de Santa Rosa do Sul, cidade do Sul catarinense, denunciou o esquema. A Polícia Civil acredita que mais catarinenses não tenham investido dinheiro no site pelo suspeito ser conhecido e já ter sido denunciado, em 2016, por um golpe parecido de pirâmide.

O delegado pretende ouvir as testemunhas e reunir dados bancários. Pirâmide financeira é considerada crime, reforça a Polícia Civil.

“Se ele não tinha intenção direta de causar esse prejuízo, ele assumiu o risco de causar esse prejuízo”, explica o delegado Fernando Lucio Mendes.

A autoridade policial pede às pessoas que foram lesadas, que procurem pela delegacia e registrem o BO. No caso dos outros estados, as vítimas devem fazer o mesmo.

Assista um vídeo completo sobre o caso em:

Texto e Fonte: DPF

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