Sion Boulevard. O que realmente aconteceu?

O mercado foi pego de surpresa, com a informação do fim da Boulevard Monde e da parceria com o Grupo boliviano SION, que criou a Sion Boulevard.

Muita fofoca, muita noticia fake e especulação, tem ocorrido sobre as possíveis causas do fim da empresa que já chegou a ser a quarta maior do país.

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O que deveria ser um excelente negócio para Ronaldo Garcia, fundador da Boulevard Monde, virou um pesadelo para ele e para os empreendedores apaixonados pela Cia.

Como a questão tomou proporção judicial e corre em segredo de justiça, as parte não falam abertamente sobre o assunto e não justificam os reais acontecimentos.

Existem versões extra oficiais do Grupo Sion, de funcionários, ex-funcionários e fornecedores.

Vamos tentar juntas as peças deste quebra cabeça.

  1. O Grupo Sion  entrou no Brasil para fazer MMN do parque Kalomai. Como desejavam ter produtos para abastecer a rede da empresa nos países da América Latina, compraram 60% da Boulevard Monde.
  2. No acordo, Ronaldo Garcia ficaria como Presidente da Sion Boulevard no Brasil e Mário Franklin, presidente do Grupo Sion, seria o presidente internacional.
  3. Para Ronaldo, o negócio era excelente porque ele teria participação em toda a America Latina. Sem contar que a empresa passaria a ser internacional com distribuição de produtos em mais de 17 países.
  4. Os valores da transação não foram revelados, mas a SUCESSO estima que Ronaldo teria a receber cerca de sete milhões de dólares.
  5. A gestão da sociedade cabia ao Grupo Sion, que importou vários executivos, funcionários e auditores da Bolivia.
  6. Um sinal para concretização do negócio foi pago e as demais parcelas seriam pagas conforme a programação.
  7. A lentidão no processo de adaptação entre as culturas brasileira e bolivianas e diferenças estratégicas, podem ter levado a conflitos internos, ainda que não aparentes e declarados.
  8. Enquanto fontes garantem que a Boulevard Monde não tinha problema de caixa, o Grupo Sion alegou que existiam dívidas na empresa e resolveu não pagar as parcelas pela compra.
  9. Ao que tudo indica, o acordo entre as partes era comercial, pois a empresa da Boulevard Monde continuaria existindo, a da Sion também e uma terceiras empresa seria constituída com a nova sociedade.
  10. No entanto, o Grupo Sion constituiu uma nova empresa no Brasil, sem participação do Ronaldo e deixou de pagar tudo relacionado a Boulevard Monde.
  11. Enquanto tudo isso acontecia, faltava produtos nos centros de distribuição e líderes começaram a sair em massa.
  12. Ambas as empresas transmitiam pra rede um excesso de confiança no futuro, que a rede entendia como falsas promessas.
  13. No auge da crise, o lider 01 da empresa, se desliga da Sion Boulevard, elogiando a Cia, mas parte para outra empresa, que já estava levando parte da rede dele.
  14. Quase sem rede, a cisão entre os sócios se tornou eminente e foi o que aconteceu.
  15. Com ordem de despejo na sede e grandes dívidas com fornecedores, a relação azedou.
  16. Como a gestão do negócio cabia ao Grupo Sion, eles migraram parte da rede que possuem para i9ife, numa ação que aparentava repetir a sociedade com a Boulevard.
  17. Renato Mattos presidente da i9Life, preferiu acolher os empreendedores da Sion Boulevard, sem no entanto, fechar sociedade ou parceria, tendo em vista, que as obras do parque Kalomai, estão suspensas, aguardando liberação de documentos dos órgãos púbicos federais e estaduais.
  18. Neste momento, a Sion demitiu funcionários da Boulevard e encerrou a empresa.
  19. O mais estranho de tudo, dizem nos bastidores do negócio, é o fato da Sion acabar com a Boulevard, não pagar fornecedores, demitir a equipe, ceder a rede para uma concorrência sem ter pago o valor da compra da empresa.
  20. Uma das partes diz que a dívida da empresa era maior do que o valor negociado pela compra e que esta dívida nunca foi colocada, tendo sido levantada somente após a auditoria.
  21. A outra parte diz que a Sion se enrolou na gestão, nao agiu com verdade, não investiu o acordado porque perderam liquidez no mercado internacional e tentaram comorar a empresa com o próprio dinheiro dela.

Infelizmente o negócio não deu certo e está sendo tratado na Justiça. O que poderia ter sido excelente para ambas as empresas, acabou se tornando uma novela com final triste, para todos.

 

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