Um retrato da Herbalife no mundo e na Colômbia

Andrés Peñuela, diretor geral da Herbalife na Colômbia, fez um retrato perfeito da empresa no mundo e em seu país.

No desenvolvimento do setor de vendas diretas, a Herbalife está entre as mais representativas e, talvez, esteja em um dos momentos em que mais oportunidades são vistas no horizonte. O motivo: o aumento do segmento nutricional. Ele assumiu o compromisso de ampliar o portfólio, que inclui um lanche saudável.

Poderia definir a fase atual da Herbalife no mundo?

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Em todo o mundo, a Herbalife cresceu quase 9% no ano passado e as vendas foram superiores a US $ 4.500 milhões. No primeiro trimestre deste ano, a receita foi de US $ 1.200 milhões, resultado estável em relação ao mesmo período de 2018. Temos seis regiões no mundo e crescemos em quatro delas. A América Latina estava entre as regiões que não cresceram devido à influência das economias do Brasil, Argentina e Venezuela.

E na Colômbia?

Neste primeiro trimestre, nós estávamos US $ 32.600 milhões acima do ano passado. Em comparação com 2018, o aumento foi de pouco mais de 2%. Não é notável, mas é positivo porque viemos de trimestres anteriores sem aumento. Este ano assistimos a uma recuperação das vendas e esperamos que até ao final do ano a tendência positiva continue e possamos atingir os 5%. No ano passado, o setor de vendas diretas não era o melhor.

Existe um plano de recuperação?

No final de 2018, tivemos dois novos produtos: uma nova proteína e um colágeno, o que ajuda a nutrição externa e nos permite alcançar novos clientes. E há algumas semanas lançamos mais duas: inovamos no sabor do shake e fizemos uma nova apresentação do nosso chá. 

Outra novidade tem sido a lanchonete saudável. Consideramos como um produto que abre portas para novos consumidores, pois permite testar os produtos. O portfólio foi revitalizado e em nosso setor novos produtos são importantes porque incentivam o contato com o cliente. No final do ano, teremos dois outros produtos. 

Para 2020, também temos lançamentos e desenvolvimentos para facilitar o trabalho dos distribuidores.

Vocês estão conseguindo gerar novos empreendedores?

Esse tem sido um dos desafios, porque vimos nos últimos anos uma dificuldade em trazer novas pessoas, apesar do fato de que o interesse em renda adicional ou independência é uma tendência global. No mundo há mais de 118 milhões de pessoas em vendas diretas e cresceu 4% nos últimos anos. 60% procura consumir o produto com desconto ou experimentar o negócio e deixá-lo. Outros 30% têm tempo parcial. E os 10% restantes estão concentrados apenas no negócio.

Quando se olha para essa composição, mais de 50% do total tem menos de 45 anos.

Fizemos uma pesquisa global onde identificamos os motivadores do empreendedorismo. No entanto, existem dificuldades: a principal delas é a falta de recursos para começar.

O segundo medo é a ignorância sobre o mercado. E, finalmente, o medo do fracasso. Aqui na Herbalife, estas preocupações são respondidas e não são necessários grandes capitais.

E os Distribuidores na Colômbia?

Temos 63.000 distribuidores independentes, cerca de 6.000 trabalham em tempo integral. Houve uma recuperação, não tão importante quanto gostaríamos. Estamos focados nas pessoas que estão conosco tendo um resultado muito bom, porque isso atrai mais pessoas.

E a concorrência?

A chegada de outras empresas é positiva porque faz o setor crescer. A Colômbia tem a Lei Multinível que regula as vendas diretas. Nós temos uma liderança em todo o mundo, em 94 países, com uma marca reconhecida e temos o apoio científico. Então não temos medo dos concorrentes em nossa categoria.

Mas a oferta de vendas diretas em nutrição cresce

Essa é uma ótima oportunidade. Em comparação com outros países, na Colômbia, a oferta de nutrição saudável ainda é muito incipiente. 20 a 15 anos atrás, não havia nada. Existem três segmentos: bem-estar, controle de peso e nutrição esportiva. Em todo o crescimento é ótimo, há muito a desenvolver.

A Herbalife é líder?

Na América Latina, não há menção específica à Colômbia, mas o Euromonitor nos colocou como o número um em suplementos alimentares.

Como eles trabalham nas regiões?

Temos oportunidades de crescer em cidades secundárias e terciárias, mas podemos expandir as principais. Nós nos medimos com outros países com penetração nos lares e estamos bem abaixo da média que o México tem, por exemplo, que é cerca de 5 vezes maior que a Colômbia. Pretendemos que nos próximos 5 a 10 anos triplicamos a penetração das famílias. Cidades pequenas farão uma contribuição.

Como a diretoria vê a Colômbia?

É um dos mercados mais importantes da região, devido à sua estabilidade macroeconômica e porque oferece condições muito favoráveis ​​para produtos provenientes dos Estados Unidos. A tendência de uma alimentação saudável está começando a se consolidar. Outro aspecto importante para a empresa é o tipo de liderança que existe. Alguns dos líderes são reconhecidos mundialmente e isso é importante. Isso dá à empresa a perspectiva de que a Colômbia é um dos países que mais tem que crescer nos próximos anos e que deve liderar o crescimento da América Latina.

Como evitar a ilegalidade?

É sempre bom insistir em dar a mensagem clara. Infelizmente, existem práticas ilegais que são as pirâmides, mas a diferença com as empresas multiníveis é clara.

Nunca pagamos para recrutar pessoas e não precisamos fazer investimentos importantes, mas um baixo custo de entrada. Estamos dentro da Acovedi, a instituição de vendas diretas da Colômbia e trabalhamos em estreita colaboração para revisar a cada ano os planos que temos em multinível. Estamos à espera de novas empresas para seguir as regras. Insistimos que as pessoas investiguem se a empresa apresentada é legal, sólida e com suporte.

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